"Nascido na Índia, no século VI a.C., filho de um brâmane, Siddhartha passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando um existência calma e contemplativa. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra. Na sua longa viagem existencial, Siddhartha experimenta tudo, usufruindo tanto as maravilhas do sexo quanto o jejum absoluto. Entre os intensos prazeres e as privações extremas, termina por descobrir «o caminho do meio», libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a senda da paz interior. Em páginas de rara beleza, Siddhartha descreve sensações e impressões como raramente se consegue. Lê-lo é deixar-se fluir como o rio onde Siddhartha aprende que o importante é saber escutar com perfeição."
Um livro pequeno no tamanho, mas enorme no seu significado. O que aprendi? Que para nos conhecermos, para realmente nos conhecermos, não servem as doutrinas, não servem as teorias. Para verdadeiramente nos conhecermos, temos que percorrer o caminho todo, com as suas encruzilhadas, com os seus desvios, com os seu becos. O importante não é a meta, o importante é o percurso que se faz para chegar a essa meta.
Não sou perita em crítica literária, mas gosto de dar a minha opinião sobre os livros que vou lendo. Se quiserem uma opinião de uma leiga, aqui fica ela...
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Uma mãe irresistível - Polly Williams ****
"Um livro inteligente e honesto que revela os dilemas de uma mulher e as verdades escondidas da maternidade.
Amy Crane está a atravessar uma crise. Seis meses depois de ter um bebé, ainda parece estar grávida e não se lembra da última vez que fez uma depilação ou teve um orgasmo. A maternidade está a fazer vir ao de cima perturbantes questões relativas à sua própria infância. E suspeita que o marido a anda a enganar. Então aparece a Alice, a mãe cheia de estilo ao mais alto nível, com a missão de transformar o corpo e a vida amorosa da Amy. À medida que troca os discos de amamentação por Botox e emerge de um abismo de insegurança, a líbido da Amy desperta de uma longa hibernação e as coisas complicam-se ainda mais."
Gostei. Gostei muito deste livro. Porque apesar de não ter entrado na espiral de disparates que a Amy acaba por fazer para melhorar a sua auto-estima, eu estive lá, eu senti-me como ela, eu agi como ela depois do meu filho mais velho nascer. E revi-me em muitas situações, em muitos pensamentos desta mãe.
Aconselho vivamente este livro a todas as mulheres que queiram um dia ser mãe. Porque a maternidade não é só cor-de-rosa, como muitas mães a pintam. A maternidade tem muitas cores e delas também fazem parte o cinzento e o negro.
Amy Crane está a atravessar uma crise. Seis meses depois de ter um bebé, ainda parece estar grávida e não se lembra da última vez que fez uma depilação ou teve um orgasmo. A maternidade está a fazer vir ao de cima perturbantes questões relativas à sua própria infância. E suspeita que o marido a anda a enganar. Então aparece a Alice, a mãe cheia de estilo ao mais alto nível, com a missão de transformar o corpo e a vida amorosa da Amy. À medida que troca os discos de amamentação por Botox e emerge de um abismo de insegurança, a líbido da Amy desperta de uma longa hibernação e as coisas complicam-se ainda mais."
Gostei. Gostei muito deste livro. Porque apesar de não ter entrado na espiral de disparates que a Amy acaba por fazer para melhorar a sua auto-estima, eu estive lá, eu senti-me como ela, eu agi como ela depois do meu filho mais velho nascer. E revi-me em muitas situações, em muitos pensamentos desta mãe.
Aconselho vivamente este livro a todas as mulheres que queiram um dia ser mãe. Porque a maternidade não é só cor-de-rosa, como muitas mães a pintam. A maternidade tem muitas cores e delas também fazem parte o cinzento e o negro.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Um Mundo sem fim I e II - Ken Follett ***

"Depois do enorme êxito de "Os Pilares da Terra", Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro. O sucedido irá para sempre assombrar as suas vidas, mas Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. "
Pensei várias vezes que classificação dar a este livro. Depois da maravilha que foi para mim "Os Pilares da Terra", achei sinceramente que este iria ser tão bom como o outro. Passava-se no mesmo local, dois séculos depois, com descendentes da primeira história, enfim, tinha tudo para ser fantástico.
Mas não foi. Para mim, pelo menos. Se não tivesse lido o anterior, de certeza que a minha opinião seria outra. Mas assim pareceu-me um "dejá vu". A história roda basicamente à volta do mesmo, com personagens diferentes, e com um enredo praticamente cópia do primeiro, mudando apenas as personagens e as construções. Há alturas em que nos entusiamamos para saber o que se vai passar a seguir, mas é basicamente igual ao primeiro. Dei por mim a pensar quando é que terminava o livro, porque dava perfeitamente para perceber qual era o fim.
Sineceramente? Este livro não me disse nada por aí além (continuo a dizer que se não tivesse lido Os Pilares talvez tivesse outra opinião...)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Dezanove Minutos - Jodi Picoult *****
"Em Sterling, New Hampshire, Peter Houghton, um estudante de liceu com dezassete anos, suportou anos de abuso verbal e físico por parte dos colegas. A sua amiga, Josie Cormier, sucumbiu à pressão dos colegas e agora dá-se com os grupos mais populares que muitas vezes instigam o assédio. Um incidente de perseguição é a gota de água para Peter, que o leva a cometer um acto de violência que mudará para sempre a vida dos residentes de Sterling."
Um murro no estômago. Foi o que senti ao ler este livro. Já tinha lido um outro livro desta autora, o "Tudo por amor", cujo tema anda à volta daquilo que somos capazes de fazer por a mor a um filho, e tinha ficado fã. Entretanto, comprei este´e tinha ficado à espera que estivesse com o estado de espírito certo para o ler, pois li a sinopse e, atendendo à maneira como a autora escreve, sabia que me ia afectar. E tinha razão. Através deste livro fiquei a saber que nunca conhecemos os nossos filhos totalmente. Que por muito que os queiramos proteger, quase nunca o fazemos da maneira correcta. Que ser diferente, que não pertencer a um grupo de "especiais" é motivo de exclusão e dá direito a ser espezinhado por ser considerado fraco.Que a tortura física e psicológica altera um ser e transforma-o no oposto daquilo que ele é.
E que bastam 19 minutos para o nosso mundo mudar completamente.
Um murro no estômago. Foi o que senti ao ler este livro. Já tinha lido um outro livro desta autora, o "Tudo por amor", cujo tema anda à volta daquilo que somos capazes de fazer por a mor a um filho, e tinha ficado fã. Entretanto, comprei este´e tinha ficado à espera que estivesse com o estado de espírito certo para o ler, pois li a sinopse e, atendendo à maneira como a autora escreve, sabia que me ia afectar. E tinha razão. Através deste livro fiquei a saber que nunca conhecemos os nossos filhos totalmente. Que por muito que os queiramos proteger, quase nunca o fazemos da maneira correcta. Que ser diferente, que não pertencer a um grupo de "especiais" é motivo de exclusão e dá direito a ser espezinhado por ser considerado fraco.Que a tortura física e psicológica altera um ser e transforma-o no oposto daquilo que ele é.
E que bastam 19 minutos para o nosso mundo mudar completamente.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
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