terça-feira, 19 de abril de 2011

Um Mundo sem fim I e II - Ken Follett ***

 

"Depois do enorme êxito de "Os Pilares da Terra", Ken Follett regressa à cidade de Kingsbridge, mas desta vez cerca de dois séculos após os acontecimentos do primeiro livro. No dia 1 de Novembro de 1327, quatro crianças presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro. O sucedido irá para sempre assombrar as suas vidas, mas Merthin, Ralph, Caris e Gwenda ficarão também marcados pelo próprio tempo em que vivem, e em particular pela maior tragédia que assolou a Europa no século XIV, a Peste Negra. "


Pensei várias vezes que classificação dar a este livro. Depois da maravilha que foi para mim "Os Pilares da Terra", achei sinceramente que este iria ser tão bom como o outro. Passava-se no mesmo local, dois séculos depois, com descendentes da primeira história, enfim, tinha tudo para ser fantástico.

Mas não foi. Para mim, pelo menos. Se não tivesse lido o anterior, de certeza que a minha opinião seria outra. Mas assim pareceu-me um "dejá vu". A história roda basicamente à volta do mesmo, com personagens diferentes, e com um enredo praticamente cópia do primeiro, mudando apenas as personagens e as construções. Há alturas em que nos entusiamamos para saber o que se vai passar a seguir, mas é basicamente igual ao primeiro. Dei por mim a pensar quando é que terminava o livro, porque dava perfeitamente para perceber qual era o fim.

Sineceramente? Este livro não me disse nada por aí além (continuo a dizer que se não tivesse lido Os Pilares talvez tivesse outra opinião...)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dezanove Minutos - Jodi Picoult *****

"Em Sterling, New Hampshire, Peter Houghton, um estudante de liceu com dezassete anos, suportou anos de abuso verbal e físico por parte dos colegas. A sua amiga, Josie Cormier, sucumbiu à pressão dos colegas e agora dá-se com os grupos mais populares que muitas vezes instigam o assédio. Um incidente de perseguição é a gota de água para Peter, que o leva a cometer um acto de violência que mudará para sempre a vida dos residentes de Sterling."

Um murro no estômago. Foi o que senti ao ler este livro. Já tinha lido um outro livro desta autora, o "Tudo por amor", cujo tema anda à volta daquilo que somos capazes de fazer por a mor a um filho, e tinha ficado fã. Entretanto, comprei este´e tinha ficado à espera que estivesse com o estado de espírito certo para o ler, pois li a sinopse e, atendendo à maneira como a autora escreve, sabia que me ia afectar. E tinha razão. Através deste livro fiquei a saber que nunca conhecemos os nossos filhos totalmente. Que por muito que os queiramos proteger, quase nunca o fazemos da maneira correcta. Que ser diferente, que não pertencer a um grupo de "especiais" é motivo de exclusão e dá direito a ser espezinhado por ser considerado fraco.Que a tortura física e psicológica altera um ser e transforma-o no oposto daquilo que ele é.
 
E que bastam 19 minutos para o nosso mundo mudar completamente.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

50 lições que a vida me ensinou - Regina Brett ****

"«Sempre achei que, quando eu nasci, Deus deve ter pestanejado. Não me viu e nunca soube que eu tinha chegado… Acabei confundida pelas freiras aos seis anos, uma alma perdida que bebia demais aos dezasseis, mãe aos vinte e um, com um diploma universitário aos trinta, mãe solteira durante dezoito anos e, finalmente, casada aos quarenta, com um homem que me tratou como uma rainha. Depois tive um cancro aos quarenta e um. Passei um ano a combatê-lo e outro a recuperar da luta.

Quando completei quarenta e cinco, deitei-me na cama a pensar em tudo o que a vida me tinha ensinado. A minha alma abriu uma brecha e as ideias começaram a sair. A caneta limitou-se a apanhá-las e a colocá-las no papel. Passei-as para Word e transformei-as numa coluna de jornal sobre as 45 lições que a vida me ensinou.»
Escreveu-as na sua coluna do Cleveland Plain Dealer, que acabou por se tornar numa das mais populares de sempre.
Desde então, as 45 lições têm vindo a circular por e-mail entre centenas de milhares de pessoas em todo o mundo e são utilizadas em casamentos, formaturas, Bar Mitzvahs, aniversários e outras ocasiões.
Aos cinquenta anos, Brett acrescentou mais cinco lições, e transformou-as num livro.
As 50 lições vão desde «Não se leve tão a sério., mais ninguém o faz» a «A vida é curta demais para ser desperdiçada a odiar alguém», são ensaios profundamente pessoais, por vezes divertidos, muitas vezes comoventes, e histórias que enternecem qualquer pessoa que já tenha passado por tempos difíceis.
E haverá alguém que não tenha?"

De vez em quando, gosto de ler este tipo de livros, a que normalmente chamam "livros de auto-ajuda". Não porque costume seguir o que dizem, mas porque ao lê-los, ganho uma nova energia para enfrentar a vida, simplesmente por os ler.

Gostei particularmente deste por ser um livro simples, sem grandes pretensões, apenas um relato daquilo que a escritora foi aprendendo ao longo das suas experiências de vida. Para mim, que não sou muito dada a religião, algumas partes são demasiado baseadas nas crenças da autora, o que não significa que, mesmo não sendo crente ou tão dedicada à religião, não possamos aprender alguma coisa com elas. É um livro muito descontraído e bastante fácil de ler.

Deixo aqui as 50 lições de Regina Brett, marcando a bold aquelas que mais gostei e/ou que mais me inspiraram.

1. A vida não é justa, mas é boa na mesma.
2. Na dúvida, dê apenas o passo certo que se segue.
3. A vida é curta demais para ser desperdiçada a odiar alguém
4. Não se leve tão a sério. Ninguém o faz...
5. Pague o cartão de crédito todos os meses.
6. Não tem de ganhar todas as discussões. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Faz-lhe melhor que chorar sozinha.
8. Não faz mal zangar-se com Deus. Ele aguenta.
9. O orgão sexual mais importante é o cérebro.
10. Deus não nos dá mais do que podemos suportar.
11. Faça as pazes com o passado para não estragar o seu presente.
12. Não faz mal deixar que os seus filhos a vejam chorar.
13. Não compare a sua vida com a dos outros. Não faz a menos ideia do que é a sua jornada.
14. Se uma relação tem de ser secreta, não devia tê-la.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus nunca pisca os olhos.
16. A vida é curta demais para longas sessões de comiseração. Ocupe-se a viver ou a morrer.
17. Você consegue sobreviver a tudo o que a vida lhe trouxer se se mantiver no dia em que está  e não saltar para a frente.
18. Um escritor é alguém que escreve. Se deseja ser escritor, escreva.
19. Nunca é tarde demais para ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de si.
20. Quando se trata de fazer o que quer da vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda velas, use os lençóis bons e a lingerie sofisticada. Não guarde nada para uma ocasião especial. Hoje é suficientemente especial.
22. Prepare-se em excesso e depois deixe-se ir.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para se vestir de roxo.
24. Comece a poupar 10 por cento para a reforma logo que receber o 1.º ordenado.
Ninguém é responsável pela sua felicidade. Você é o CEO da sua alegria.
26. Encare cada pretenso desastre com palavras "Isto terá importância daqui a 5 anos?"
27. Escolha sempre a vida.
28. Perdoe tudo a toda a gente.
29. O que os outros pensam de si não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Por muito boa ou má que uma situação seja, ela vai mudar.
32. O seu emprego não vai tomar conta de si quando estiver doente; mas os seus amigos sim. Mantenha o contacto
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama-o por Deus ser quem é e não pelo que você tenha ou não feito.
35. Tudo o que não nos mata deixa-nos realmente mais fortes.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa. Morrer jovem só fica bem nos filmes.
37. Os seus filhos só t~em uma infância. Faça que seja memorável.
38. Leia o Livro dos Salmos. Independentemente da sua fé, cobre todas as emoções humanas.
39. Saia de casa todos os dias.
40. Se fizéssemos uma pilha com os nossos problemas e olhássemos para a dos outros, lutávamos para ficar com a nossa.
41. Não audite a vida. Aproveite-a ao máximo agora.
42. Livre-se de tudo o que não seja útil, bonito ou alegre.
43. No final, o que é verdadeiramente importa é ter amado.
44. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que realmente precisa.
45. O melhor está por vir.
46. Por muito mal que se sinta, levante-se, vista-se e compareça à vida.
47. Respire. Acalma a mente.
48. Se não pedir, não recebe.
49. Ceda.
50. A vida não vem enfeitada com um laço, mas não deixa de ser um presente.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os olhos amarelos dos crocodilos - Katherine Pancol *****

«Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição. A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas. Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres. A escritora francesa Katherine Pancol traça com mestria um retrato real e vivo de mulheres que tentam triunfar na carreira profissional, na vida familiar e alcançar o reconhecimento social. Mas que, por baixo desta aparente vida de sucesso, escondem uma profunda infelicidade, falta de confiança e frustração. Os Olhos Amarelos dos Crocodilos dá-nos a conhecer as mulheres que somos, as que queremos ser, as que nunca seremos e as que talvez sejamos um dia. Mulheres à procura de um caminho na vida, em busca de si próprias e à descoberta de novos amores.»


Gostei muito, mesmo muito, deste livro. Comecei a "ouvir" falar dele na blogosfera. Todos diziam que era muito bom, todos falavam bem dele. Normalmente tenho dúvidas quando qualquer coisa, neste caso um livro, "está na moda". Mas, depois de ler a descrição (a que está aqui em cima), resolvi comprar. Ainda bem que o fiz. Foi um livro que me foi muito difícil largar quando tinha que fazer qualquer coisa. Sempre desejosa de chegar ao fim e conhecer o desfecho. O que posso dizer sobre ele? Que dentro de uma história existem muitas histórias. Na descrição dão a entender que é um livro sobre mulheres. Eu acho que é sobra mulheres e sobre homens, também. E a evoluçao dos mesmos com as experiências que vão passando e ultrapassando. E como, de um dia para o outro, a nossa vida pode melhorar (ou piorar) mediante as nossas escolhas, as nossas decisões.

Apenas uma coisa que gostei menos. A forma demasiado permissiva com que uma das irmãs (leiam e descubram) trata uma das filhas.